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Polícia Civil prende parte de quadrilha que roubou R$ 14 milhões via Pix

Por Redação

17/01/2023 às 21:38:16 - Atualizado h√°

A Pol√≠cia Civil prendeu nesta terça-feira (17) 38 acusados de participar de uma quadrilha que roubou R$ 14 milhões via Pix de uma empresa localizada no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo, em agosto do ano passado.

De acordo com as investigações, dois homens invadiram a sala onde funcionava uma empresa familiar de administração de bens e obrigaram os reféns a fazerem 88 transfer√™ncias banc√°rias. No total, 77 pessoas cederam seus dados banc√°rios para participar do roubo.

O secret√°rio da Segurança P√ļblica de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que as instituições banc√°rias estornaram R$ 4 milhões em transfer√™ncias, mas o restante foi sacado pela quadrilha.

"[As prisões] representam uma tarefa educativa para essas pessoas que emprestam suas contas para bandidos", disse o delegado Fabio Pinheiro Lopes, diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), respons√°vel pelas investigações.

Dos 64 acusados pelo crime, 38 foram presos em operação realizada nesta terça –seis no Piau√≠, um em Santa Catarina e o restante em São Paulo. Outros sete integrantes da quadrilha j√° haviam sido presos em meses anteriores, entre eles os dois homens que invadiram a empresa e coordenaram as transfer√™ncias banc√°rias.

De acordo com as investigações, os donos das contas receberam de 10% a 20% do valor depositado.

Alguns t√™m conta em mais de um banco e, ao receberem uma transfer√™ncia via Pix, repassam o valor para outras instituições ou fazem o saque, segundo o delegado do Deic Rogério Barbosa Thomaz. "O restante do dinheiro volta para outros n√ļcleos da quadrilha, de execução, planejamento e estruturação", disse.
Os criminosos alugaram uma sala comercial no mesmo prédio em que fica a empresa que roubaram cerca de dois meses antes do crime, o que facilitou a entrada dos dois acusados no dia do roubo.
"O divisor de √°gua neste caso foi mostrar ao Judici√°rio que essas pessoas [donas das contas] não eram simples receptadoras, mas membros dessa organização criminosa e fizeram parte do roubo", disse o diretor do Deic.

Segundo ele, os criminosos mantiveram contato com os titulares das contas para verificar se os valores haviam sido creditados e orientar sobre novas transfer√™ncias a serem feitas para evitar o bloqueio dos pagamentos instant√Ęneos. "Foram expedidos mandados de [prisão por] roubo e organização criminosa com pena de até 18 anos de reclusão."

A operação do Deic desta terça também desmantelou uma casa que funcionava de cativeiro, para onde eram enviadas v√≠timas de sequestros rel√Ęmpagos obrigadas a fazer transfer√™ncias via Pix.


Fonte: O TEMPO
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