Polícia Minas Gerais

Policial Militar preso por envolvimento na morte da prima baleada em salão de beleza é indiciado por homicídio qualificado em Muriaé

Por Redação

07/08/2021 às 09:53:46 - Atualizado h√°
Segundo a Pol√≠cia Civil, ele também foi indiciado por tentativa de estelionato, fraude e corrup√ß√£o ativa. O crime ocorreu no dia 1¬ļ de junho deste ano. Inquérito policial sobre morte de dona de sal√£o de beleza em Muriaé

O policial militar, de idade n√£o informada, que foi preso no dia 1¬ļ de junho por envolvimento na morte de Nayara Andrade Rocha, na época com 34 anos, foi indiciado por homic√≠dio qualificado, tentativa de estelionato, fraude processual e corrup√ß√£o ativa. O inquérito foi conclu√≠do pela Pol√≠cia Civil na sexta-feira (6).

Segundo o inquérito, o policial, que era primo da v√≠tima, teria praticado o crime motivado pelo pagamento de pr√™mios do seguro de vida dela.

"Durante levantamentos foi constatado que o investigado se passou pela v√≠tima no momento da contrata√ß√£o de seguros. Além disso, também se passou pela m√£e da v√≠tima, suposta benefici√°ria, para requerer o pagamentos das apólices", diz a pol√≠cia.

Ainda durante as investiga√ß√Ķes foi apurado que o carro utilizado no crime foi comprado em Belo Horizonte. Após a execu√ß√£o da v√≠tima, o ve√≠culo foi localizado em Vi√ßosa, cidade onde o investigado deixou uma motocicleta guardada para voltar para Muriaé.

Houve, ainda, ind√≠cios de oferecimento de vantagem indevida por parte do policial para "frear" as investiga√ß√Ķes.

A Pol√≠cia Civil também informou que o inquérito j√° foi enviado para o Ministério P√ļblico de Minas Gerais (MPMG). O G1 entrou em contato com o órg√£o para confirmar o recebimento, mas até a publica√ß√£o desta reportagem ainda n√£o havia retorno.

O crime

Nayara Andrade Rocha, de 34 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo no dia 1¬ļ de junho, dentro do sal√£o de beleza do qual é propriet√°ria, no Bairro Barra, em Muriaé.

Ela foi encaminhada ao Hospital S√£o Paulo, mas teve a morte confirmada pela unidade no dia 3 de junho. Ela sofreu perfura√ß√Ķes no ombro, na perna e na barriga.

Antes de falecer, a v√≠tima contou à Pol√≠cia Militar (PM) que estava trabalhando no estabelecimento quando um indiv√≠duo entrou, realizou v√°rios disparos e fugiu com o celular dela.

Carro usado pelo suspeito para a pr√°tica do crime.

Policial Militar é preso

No dia 22 de junho, o G1 noticiou a prisão do policial, que não teve a idade divulgada, como suspeito de envolvimento na morte de uma mulher. De acordo com a Polícia Civil, o militar era primo da vítima.

As apura√ß√Ķes do crime apontaram que o militar forjava documentos para recebimento de indeniza√ß√£o, ultrapassando o valor de R$ 15 milh√Ķes recebidos.

Após solicita√ß√£o de posicionamento oficial feita pela reportagem na época, a Pol√≠cia Militar (PM) de Muriaé afirmou que n√£o divulgaria nenhuma nota ou declara√ß√£o sobre o caso, j√° que o crime n√£o foi cometido enquanto o policial trabalhava.


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